
A masturbação acompanha a sexualidade humana em diferentes fases da vida, mas ainda é cercada por dúvidas e tabus. É comum encontrar pesquisas como masturbação faz mal?, masturbação faz bem?, como chegar ao orgasmo, como se masturbar melhor e quais brinquedos eróticos podem aumentar o prazer.
Muito além do orgasmo, a masturbação pode ser uma forma de conhecer melhor o próprio corpo, descobrir preferências e entender quais tipos de estímulo proporcionam mais prazer.
Masturbação faz mal?
Para a maioria das pessoas, a masturbação faz parte de uma vida sexual normal.
Muitos mitos antigos associaram a prática a problemas físicos que não possuem fundamento, como perda de força, infertilidade ou alterações permanentes no corpo.
A frequência também varia muito.
Não existe uma quantidade universal considerada “correta”.
O ponto de atenção ocorre quando a masturbação passa a causar machucados, sofrimento ou interfere de maneira significativa no trabalho, relacionamentos e outras atividades do cotidiano.
Entre os principais motivos para explorar a masturbação está o autoconhecimento sexual.
Ao conhecer o próprio corpo, fica mais fácil perceber:
Esse conhecimento também pode melhorar a comunicação durante o sexo com outra pessoa.
Em vez de esperar que o parceiro descubra sozinho o que funciona, você passa a conhecer melhor suas próprias preferências.
Quando falamos em masturbação feminina, um termo aparece constantemente: clitóris.
O clitóris possui papel central no prazer sexual de muitas mulheres. Por isso, a estimulação externa pode ser particularmente importante para alcançar o orgasmo feminino.
Isso também ajuda a explicar por que algumas mulheres têm dificuldade para chegar ao orgasmo apenas com penetração vaginal.
Combinar diferentes formas de estímulo pode ser mais interessante do que concentrar toda a experiência apenas na penetração.
Não existe uma técnica que funcione para todas as pessoas.
Ainda assim, quem pesquisa como ter orgasmo feminino ou como gozar mais fácil pode começar pelo autoconhecimento.
Experimentar ritmos diferentes, variar pressão e intensidade e explorar outras zonas erógenas permite identificar quais estímulos funcionam melhor.
Também não é necessário transformar o orgasmo em uma obrigação.
A ansiedade para “chegar lá” pode acabar tirando o foco das sensações que acontecem durante o caminho.
O vibrador é um dos produtos mais utilizados para masturbação e pode facilitar a descoberta de novas sensações.
Existem diversos modelos:
Cada formato produz um tipo diferente de estímulo.
Quem está escolhendo o primeiro vibrador pode começar avaliando se prefere estimulação externa, interna ou combinada.
O sugador de clitóris se tornou um dos brinquedos femininos mais conhecidos nos últimos anos.
Apesar do nome popular, muitos modelos não fazem uma sucção contínua propriamente dita. Eles trabalham com pulsos de ar ou ondas de pressão ao redor do clitóris.
A sensação é diferente da vibração convencional e, por isso, algumas pessoas preferem esse tipo de estímulo.
Começar na intensidade mais baixa permite descobrir gradualmente qual nível é mais confortável.
A masturbação masculina também pode ir muito além do movimento tradicional com as mãos.
Variar ritmo, pressão e estímulos pode aumentar o autoconhecimento e evitar que o corpo fique acostumado apenas a um padrão muito específico de estimulação.
Existem ainda diversos masturbadores masculinos, desde modelos simples até produtos texturizados, vibratórios ou automáticos.
Lubrificante íntimo também pode reduzir o atrito e modificar significativamente a sensação durante a masturbação.
O lubrificante íntimo não é exclusivo da penetração.
Ele pode ser usado durante a masturbação feminina e masculina para diminuir o atrito e tornar os movimentos mais confortáveis.
Antes de utilizar lubrificante junto com um sex toy, confira a compatibilidade indicada pelo fabricante do brinquedo.
Lubrificantes à base de água normalmente possuem grande versatilidade.
A masturbação não precisa ser necessariamente uma prática individual.
A masturbação a dois pode fazer parte das preliminares ou da própria relação sexual.
Observar como a outra pessoa gosta de ser tocada também ajuda a melhorar a comunicação sexual.
Para casais que querem apimentar a relação, incluir vibradores, masturbadores ou outros brinquedos pode criar estímulos diferentes sem transformar o sexo em uma competição com o produto.
Um sex toy é uma ferramenta para ampliar possibilidades, não substituir pessoas.
Quem enfrenta falta de libido nem sempre deixa completamente de sentir prazer.
Desejo sexual e resposta física são fenômenos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.
Estresse, rotina, medicamentos, alterações hormonais, qualidade do relacionamento, sono e questões emocionais podem influenciar a libido feminina e masculina.
Caso uma mudança no desejo seja persistente ou cause incômodo, conversar com um profissional de saúde pode ser importante.
A resposta depende do tipo de estímulo desejado.
Para estímulo externo, vibradores compactos e sugadores podem ser boas opções.
Para estimulação interna, existem vibradores com diferentes formatos.
Para homens, masturbadores oferecem texturas e sensações diferentes da masturbação manual.
E para quem gosta de explorar várias regiões do corpo, massageadores e produtos multifuncionais ampliam as possibilidades.
Mais importante do que comprar o brinquedo mais potente é entender qual sensação você procura.
A masturbação pode ser uma ferramenta simples de autoconhecimento, prazer e descoberta sexual.
Conhecer o próprio corpo ajuda não apenas quando você está sozinho, mas também na hora de comunicar preferências durante uma relação.
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